terça-feira, 8 de novembro de 2011

Deus, O Espírito Santo habita em Nós





O Pb Fábio Salvador Santos esteve pregando no encerramento da festividade de aniversário da congregação da ADECAL no povoado de Carro Quebrado e ministrou um poderosa Palavra sobre a condição do cristão como Templo do Espírito de Deus, destacando a alegria que deve haver naquele que tem certeza que Deus habita nele, Aleluia. Toda a igreja presente se alegrou e glorificaram a Deus.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A HISTÓRIA DE ADÃO NO LIVRO DO GÊNESIS


O livro do Gênesis apresenta para nós o princípio de todas as coisas. O seu título em hebraico bereshith (“no princípio”) corrobora essa definição. A palavra portuguesa gênese é a tradução do grego gênesis, que por sua vez é a tradução do hebraico bereshith, e significa “a origem ou começo de alguma coisa”. Gênesis é o livro dos começos. Nele encontramos o primeiro casamento, a primeira família, o primeiro nascimento, a primeira cidade, o primeiro agricultor, o primeiro pecuarista, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, o primeiro hebreu, e dentre muitos outros “primeiros”, o primeiro pecado e a primeira promessa de redenção.
Adão foi o primeiro homem, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn. 1.26-28) e dele foi criada também a mulher, Eva. O primeiro casal se tornou uma só carne pelo casamento, formando a primeira família. Eles foram colocados por Deus num jardim maravilhoso, o Jardim do Éden (Gn. 2.8-25) podendo usufruir de todas as benesses do mesmo, inclusive se alimentar da árvore da vida, a qual dava doze frutos por ano, um a cada mês, com propriedades nutricionais que lhes garantiam a vida para sempre, ou seja, a imortalidade (Ap. 22.2). Porém, no jardim havia uma árvore da qual eles não poderiam colher e comer frutos: era a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn. 2.16,17); se comessem dela, morreriam. Deus queria, na verdade, provar a obediência dos seres humanos e se não obedecessem sofreriam a terrível conseqüência de perderem a imortalidade. Seriam proibidos de comerem os frutos da árvore da vida.
Entretanto, foi nesse ambiente de vida e felicidade que os seres humanos foram surpreendidos pela tentação e não resistiram. O homem e a mulher viviam felizes, não conheciam a palavra morte, pois viveriam para sempre, alimentando-se da árvore da vida; Deus estava com eles sempre, inclusive parecia visitá-los periodicamente (Gn. 3.8), ou seja, mantinham uma comunhão perfeita com seu Pai. Mas nesse ínterim aparece uma serpente caminhando no jardim, numa daquelas manhãs. Parecia mais uma das serpentes, das quais Adão conhecia e até mesmo pôs seu nome natural (Gn. 2.19,20), porém, não era. Tratava-se de uma serpente endemoniada (Gn. 3.1), possuída por Satanás, o adversário de Deus e dos homens. Ela trazia uma mensagem da parte do diabo. E começou seu discurso por uma pergunta: “É assim que Deus disse: não comerás de toda árvore do jardim?” Esta pergunta questionava o mandamento do Senhor de que havia dito que não poderiam comer de apenas uma árvore, e não de todas. A partir daqui a trajetória da humanidade seria mudada para o pecado. Houve um dialogo entre a serpente e o casal (Gn. 3.1-6), e, por fim, Eva e Adão se aproximaram da árvore do conhecimento do bem e do mal, colheram um dos frutos, olharam-no, e saborearam-no, objetivando ser semelhantes a Deus (Gn. 3.5).
Após o ato pecaminoso, não tão somente de comer um fruto, mas sim, e maior que isso, de haver desobedecido a Palavra de Deus, os humanos esconderam-se entre as árvores do jardim, pois parecia já esperar a visita de seu Pai. Quando a tarde chegou, o Senhor lhes procurou (apesar, é claro, que já sabia de tudo, pois Ele é onisciente e onipresente) até encontrá-los escondidos, com medo, com vergonha, com a sua nudez coberta de folhas. Esclarecidos os fatos, o Senhor declarou as conseqüências dos atos de cada um dos envolvidos na Queda, as maldições sobre a serpente e Satanás (Gn. 3.14,15), sobre a mulher (Gn. 3.16), sobre o homem e sobre a terra (Gn. 3.17-19).
É notável no versículo 19 de Gêneses 3 que como os humanos não conheciam a definição da palavra morte outrora anunciada (Gn. 2.17), pois até então não haviam conhecido essa experiência, mas somente a experiência da vida, e vida sempre, o Senhor parece definir para Adão e Eva o que significaria essa nova experiência que eles enfrentariam, a saber, a morte. A morte, portanto, explica Deus, é o seu retorno ao pó. “(...) até que retornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.”(Gn. 3.19). Adão e Eva compreenderam então que em breve deixariam de existir no mundo material. O mundo material é uma maravilha, criado por Deus. Antes do universo e da Terra, apenas existia o mundo espiritual, mas no princípio (gr. arkhé, princípio, começo) o Deus Trino decidiu criar a matéria, utilizando-se da energia (poder) Nele preexistente. Portanto, viver no mundo material é uma benção de Deus. É por isso que a terra não deixará de existir, haverá uma nova terra juntamente com um novo céu (Ap. 21.1). Adão e Eva sabiam, agora, que deixariam a matéria e se tornariam pó, no corpo, e sopro, no espírito. Entenderiam, depois, que a alma viveria com o espírito até serem ressuscitados no fim dos tempos. Eles ainda estão aguardando a ressurreição nos últimos dias.
Contudo, entre a sua criação por Deus e sua experiência de morte, Adão viveu 930 anos (Gn. 5.5). A Bíblia não registra o tempo de vida de Eva, mas possivelmente vivera também muitos anos. É aqui que o Espírito Santo nos revela duas verdades profundas e enriquecedoras para nossa vida espiritual. Primeiro Ele nos faz uma advertência e depois nos oferece um consolo.




CONTINUE LENDO ESSA MENSAGEM ADQUIRINDO A APOSTILA "ADÃO: ADVERTÊNCIA E CONSOLO" (Pb. FÁBIO SALVADOR SANTOS). ENTRE EM CONTATO CONOSCO.

domingo, 23 de outubro de 2011

Condição primária para o Avivamento: O Espírito Santo





No último dia 15 de setembro, o Pb Fábio Salvador Santos esteve pregando na Campanha de Avivamento numas das congregações da Assembléia de Deus em Muritiba/BA. Na oportunidade, o mesmo ministrou uma Palavra sobre a condição fundamental para que o verdadeiro avivamento espiritual ocorra entre os crentes, que é a Presença e Obra do Espírito Santo. Foi um momento impactante para a vida da igreja local que estava envolvida na Campanha, liderada pelo dirigente da congregação o Dc. Luciano Sá.





















quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Deus Que Se Compadece




Segundo os estóicos, os pensadores superiores da Grécia Antiga e contemporâneos de Jesus e da Igreja Primitiva, a característica suprema e essencial de Deus é a incapacidade de sentir (em grego, apatheia). Argumentavam da seguinte maneira: se alguém pode sentir tristeza ou alegria, significa que outra pessoa pode lhe trazer tristeza ou alegria. Ou seja, uma outra pessoa pode afetá-lo, alterando seus sentimentos, podendo torná-lo alegre ou triste, o que significa que aquela pessoa tem poder sobre ele e, pelo menos por um momento, é maior do que ele. Se Deus pudesse sentir tristeza ou alegria por causa de qualquer coisa que acontece ao homem, isto significaria que o homem pode afetá-lo e que o homem tem pelo menos este poder sobre Deus; mas é impossível que alguém tenha poder sobre Deus, porque ninguém pode ser maior do que Ele; logo, Deus não pode ter sentimento. Era assim que os gregos acreditavam: num Deus que não podia sentir. Muito menos acreditavam num ser divino movido por compaixão.


Entretanto, os cristãos crêem diferente. O Cristo que nós aceitamos como Senhor e Salvador, pela fé, é movido por compaixão. E Jesus, o Cristo, é Deus. Ou seja, em Jesus Cristo o Deus dos cristãos (o único Deus) tornou conhecida a todos a sua compaixão (em grego, splagchnizesthai), os seus sentimentos mais profundos pela humanidade. Jesus compadeceu-se pelas multidões que eram como ovelhas sem pastor (Mt 9.36), quando viu a fome que sentiam (Mt 14.14; 15.32; Mc 8.2), compadeceu-se do leproso (Mc 1.41), dos cegos (Mt 20.34), da viúva (Lc 7.13), dentre outros.


A ideia de um Deus que podia ser movido pela compaixão era totalmente nova para os pensadores gregos, mas é vivenciada pelos cristãos desde os apóstolos até os nossos dias.


O Cristo que servimos não é incapaz de se compadecer das nossas angústias, pois Ele mesmo sentiu na pele tudo que sentimos, estando na terra na forma humana (Hb 4.15). Portanto, da mesma forma que Ele se compadeceu das multidões, dos doentes, das viúvas e desamparados, tristes e angustiados, no passado bíblico, Ele está agora sentindo sua causa, abraçado com você, e só está esperando você dizer: "Senhor, compadece-te de mim, e ajuda-me." E a Sua compaixão se manifestará em tua vida.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Família: Agência dos valores em dias relativistas

Queridos leitores, nesta quarta-feira ministrei uma mensagem no encerramento de uma campanha em prol da familia em uma congregação, e decidi compartilhar parte dela convosco.

O texto base é 2Tm 1.5 "trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti". E a partir deste texto paulino, pode-se extrair as seguintes premissas:

(1) Paulo está escrevendo para seu filho na fé Timóteo (1Tm 1.2), o qual se converteu ao cristianismo durante a pregação de Paulo na sua primeira viagem missionária na cidade de Listra, onde Timóteo e sua familia moravam (At 14.6,7) e algum tempo depois o acompanharia em suas outras viagens missionárias (At 16.1-3).

(2) Timóteo era filho de uma judia por nome Eunice e de um homem grego. A sua avó materna era Lóide, também judia. Esta família morava na Galácia. Como Paulo desejou levar Timóteo consigo nas suas viagens, e iria precisar dele em suas pregações nas sinagogas de judeus, e como só entrava nas reuniões sagradas os judeus, Paulo decidiu circuncidar Timóteo, pois até o momento este adelescente de pai grego (nem judeu nem cristão) não era circuncidado, não sendo, portanto, judeu oficialmente.

(3) O interessante é que agora no final de sua vida Paulo está escrevendo para o presbítero Timóteo dizendo que desde a sua infância era educado por sua mãe nos princípios de Deus (2Tm 3.15), e que sua mãe tinha aprendido os mesmos princípios com sua avó Lóide.

(4) Extraímos uma bela lição dessa história: os valores sócio-religiosos foram cultivados e transmitidos de uma geração para outra dentro da família de Timóteo.

(5) Em nossos dias de filosofia realtivista, materialista e de inversão de valores é necessário as famílias cristãs assumirem seu papel de defensora dos valores sociais e religiosos.

(6) A família é a célula-mater da sociedade e a primeira e principal agência de Deus na Terra. A família é antes da igreja. Não existe igreja sem família, mas existe família sem igreja.

(7) A família deve cultivar e propagar os valores sócio-religiosos.

(8) Segue quatro valores de muitos que poderiam ser listados:
a) Unidade familiar: o casamento, a união heterossexual e a união entre os membros da família (conjugues, pais e filhos) devem ser preservados. Dizer "não" ao divórcio, ao adultério e à homoafetividade são posições a serem tomadas.
b) Respeito e Obediência entre os familiares: começando entre os conjugues, onde é dever do marido amar sua esposa (como Cristo amou a Igreja) e da esposa sujeitar-se ao esposo (como a Igreja sujeita-se a Cristo) gerando nos filhos o respeito e obediência. Quem respeita pai e mãe, respeita às demais autoridades que lhe forem apresentadas em sua vida.
c) Trabalho honesto, limites: a honestidade e o trabalho geram a percepção psicológica dos limites que a vida oferece a cada ser humano. Sem essa idéia dos limites um ser humano faz atrocidades contra outro ser humano, em favor de suas ambições desonestas. Não podem haver mentiras, falsidades, injustiças ou avareza no seio da família cristã.
d) Temor a Deus, fé: é o valor que serve de fundamento para todos os outros e muito negligenciado em nossos dias. A família deve ensinar os princípios cristãos e morais aos seus descendentes e permitir a Presença de Deus no lar para que esses valores e outros tão importantes sejam latentes em todos os seus membros.

(9) O Maligno nestes dias por meio de seus mais variados instrumentos tecnológicos e humanos buscará desintegrar a família.

(10) Contudo, a família cristã deve estar atenta e firme na defesa dos valores sócio-religiosos e, assim como a família de Timóteo, possa ter o prazer de passar esses valores de geração a geração.

domingo, 24 de abril de 2011

O "ISH" em Êxodo 12.3

Amados leitores, fazendo uma simples exegese do texto de Êxodo capítulo doze e versículo três, em função desse final de semana pascal, notei uma informação extremamente interessante.
As nossas traduções biblicas em português omitem uma palavra do texto original e essa palavra nos dará uma visão ampliada da inspiração do texto sagrado e do poder de Deus no Plano da Salvação.
A ARC traduz assim, Ex. 12.3: "Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa."
Pude conferir também na ARA, na BJ, na NVI e outras traduções utilizadas em nosso círculo cristão, e todas traduzem esse versículo dessa mesma maneira. A Septuaginta também traduz de uma forma parecida.
O interessante é transliterar (o que dá muito trabalho, rsrs) esse versículo do texto massorético (BHS). No original, o texto transliterado é este:


daberu `el-kal-´adath Ysera`el le-`mer be´asr lahodesh hazer veyqehu lahem `ish seh leveyth-avoth seh labayth (o negrito é meu).


O segredo está na palavra negritada. Essa palavra não foi traduzida e incluída pelos tradutores das versões que usamos. Eles a omitiram, talvez propositalmente, tentando evitar confusão na leitura do texto. A tradução literal seria:


"Falai para todo o Israel um lembrete dizendo: Em dez deste mês eles tomarão um homem cordeiro por família paterna, um cordeiro por casa" (observe a expressão em negrito).


O termo "ish" significa "homem"; enquanto que "zakhar" significa "macho". No versículo em questão é usado "ish" ao invés de "zakhar". A idéia é que o cordeiro escolhido representaria um homem, o primogênito da família que seria poupado da morte naquela noite de Páscoa.
Entretanto, a expressão "ish seh" ou "homem cordeiro" apontava para Jesus Cristo o "homem cordeiro" de Deus que viria ao mundo a ser sacrificado, e ressuscitar como Primogênito dentre os mortos para salvação da humanidade (Jo 1.29, 36; 1Pe 1.19).
Portanto, leitores, amantes da Bíblia (ou não), essas informações nos deixa mais admirados diante da inspiração desse Livro Santo. Além disso, ser um estudioso desse Livro é motivador, pois ele nos inquieta e instiga, haja vista as nuanças e mistérios deixados pelas lacunas do tempo, da geografia, da cultura e da língua em que os textos bíblicos foram escritos. Bons estudos!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

É preciso pensar

Vive-se um tempo em que o PENSAR tem sido podado e menosprezado por muitos dentro do círculo cristão. Já houve a "Idade Medieval", onde as pessoas deveriam obedecer sem questionar, sem pensar. Atualmente, entretanto, ainda que a razão esteja em alta na sociedade moderna, existem cristãos que preferem viver a idéia do "eu sinto, não penso".
Deus nunca foi contrário ao pensar, haja vista que Ele próprio foi quem nos deu o raciocínio, a capacidade de construir cadeias de pensamentos.
A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm 10.17). Esse versículo mostra que a fé resulta do ouvir, que implica num pensar a respeito do que se ouve.
Enfim, em outro momento escreveremos sobre o pensar dentro do contexto bíblico. Mas, essa introdução é somente para apresentar-vos a músico "É proibido pensar" do irmão João Alexandre. Achei notável como na sua poesia ele questiona o "evangeliquês" que estamos vivendo, onde pensa-se pouco, e manipula-se mais.

Querido leitor, não se deixe levar por essa "onda" do "sentir somente"; pense, estude, pesquise, questione, critique (no bom sentido da palavra criticar), e formule suas conclusões. A verdadeira Fé é fruto de um profuundo Pensar.